Michel de Nostredame, mais conhecido sob o nome de Nostradamus, foi um médico da Renascença que praticava a astrologia e a alquimia (como muitos dos médicos do século XVI). Nasceu em 14 de dezembro de 1503 em Saint-Rémy-de-Provence; sofrendo de Epilepsia psíquica, de gota e de insuficiência cardíaca, morreu em 2 de julho de 1566 em Salon-de-Provence, vítima de um edema cárdio-pulmonar.
Ficou famoso por sua suposta capacidade de vidência. Escreveu um livro de centúrias, versos codificados que seriam previsões do futuro.
BiografiaAs Profecias de Nostradamus encontram-se ligadas à história do catolicismo, nos prefácios Nostradamus aponta esta preocupação claramente. Foi considerado como homem erudito, um homem além de seu tempo e aliava-se ao fato de conhecer o latim e o grego que o possibilitava a obter conhecimentos de fontes importantes. Sua grande erudição, conhecimentos de astrologia e astronomia aliado a uma intuição, parece que permitiam um raciocínio bastante acurado a respeito do futuro. De qualquer forma, gerou um impacto em milhões de pessoas que vem se pondo em contato com seus escritos nesses quase quinhentos anos.
Teve contatos com três reis de França (Henrique II, Francisco II e Carlos IX), graças a rainha Catarina de Médicis, esposa do primeiro e mãe dos seguintes. Há indícios que tenha se formado em Medicina, mas dedicou muito do seu tempo ao estudo da Astrologia, Alquimia, Literatura e Teologia. Há rumores que muito jovem, depois de aprender latim, grego e hebraico, começou a sua carreira como médico, permanecendo durante quatro anos em Bordeaux, onde combateu uma epidemia de peste em condições bastante precárias. Mas essa mesma peste condenou-o a ficar sem família, e por isso resolveu viajar para Itália. Nos seus versos pode-se ver citações de autores como Plutarco, Platão, Jamblico entre os filosofos gregos. Muitas destas informações foram coletadas pelo grupo Nostradamus Research Group abreviadamente NRG que tendo a maioria de seus mebros na Europa, pode pesquisar "in loco". Esse grupo pode aclarar muitas lendas e folclores que cercam a personalidade de Nostradamus.
Entretanto, casou numa pequena cidade, com uma viúva de nome Anna Gemella, de quem teve seis filhos. Foi nessa altura que começou a escrever as suas Centúrias e quando já tinha boa fama por publicar anualmente almanaques que tinha muito de astrologia, um livro de receitas, principalmente de cosméticos e fazer algumas traduções. Também dentro das pesquisas do grupo NRG encontram-se a grande influência do livro de profecias Mirabilis Liber que tinha grande curso na Europa medieval e de seu amigo François Rabelais, que se tornou famoso escritor.
Num curto espaço de tempo, as suas profecias tornaram-se conhecidas, com os acertos que encontravam com relação aos acontecimentos. O Rei Henrique II convidou-o a fazer uma viagem até Paris 1556 cidade que ficava distante um mês em viagem por carruagem da Provença (Salon) onde ele residia. Ele pode conhecer seus filhos: Francisco II e Carlos IX), que se tornaram reis mas viveram pouco e governaram sob a regencia de sua mãe Catarina, com a morte do rei, três anos depois (prevista na Centúria I-35), Quadra essa que trouxe muita fama ao vidente.
Foi nesse período que a estrela de Nostradamus brilhou com maior intensidade. A sua fama de adivinho ultrapassou as fronteiras do seu país natal; de todos os cantos da Europa chegavam celebridades que o procuravam para conhecer o futuro, ou simplesmente para o conhecer pessoalmente. A saúde do profeta começa a ser abalada, não acompanhando o brilho da sua fama. Seus livros são editados na Itália e na Alemanha.
Sofrendo de gota e artrite, piorou em meados de 1566. No dia 1 de Julho desse mesmo ano, chama um criado e pede-lhe que arrume o quarto, dizendo: «Não estarei vivo no alvorecer do próximo dia.» E assim aconteceu.
Nostradamus morreu no dia 2 de Julho de 1566 exatamente no 183º dias contado a partir do inicio ano e que corresponde a metade do ano.
Os restos mortais do profeta foram trasladados para uma outra igreja em Salon (a Igreja de São Lourenço) onde permanecem até hoje.
ProfeciasSuas profecias compõe-se de 942 quadras em versos métricos decassílabos, reunidas em grupos de cem, dai o nome de centúrias. Foram publicadas em várias ocasiões; uma pequena parte em 1555, outra em 1557, sendo que das três últimas centúrias conhecemos apenas edições póstumas. Devido a fama que Nostradamus veio obtendo ao longo do tempo, muitos charlatões tentaram falsificar quadras e versos para fazer dinheiro. Na biblioteca de Paris existem alguns livros escritos entre 1600 e 1900 que usam descaradamente o nome do sábio. O grupo NRG só reconhece como originais estas citadas. Infelizmente o dinheiro foi o rumo que procuraram muitas obras que falam do sábio e de sua obra, sem se importar realmente em descobrir quem era Nostradamus e o que desejava de fato.
Durante cerca de dez anos ele publicou um almanaque anual, com fatos astrológicos, informações variadas e milhares de presságios. Alguns presságios escritos em verso mais precisamente cento e quarenta e um foram estudados em separado por serem muito similares as quadras das Profecias, mas eles são em muito pequeno número em relação ao todo. Exegetas que estudaram esta parte de seu trabalho afirmam que se tratavam de acontecimentos na sua época ou próximos, e portanto, de pouco valor para a época presente.
Segundo os entusiastas, Nostradamus teria previsto, entre outras coisas, a queda da União Soviética na quadra em que diz "Um dia serão amigos os dois grandes chefes...". No entanto, os ceticos apontam que essas "previsões" só são interpretadas corretamente depois dos fatos, nunca antes.
Astrologicamente pode-se ver que algumas quadras previam conjunções de planetas em datas futuras e respondem bem aos fatos que aconteceram naquelas datas.
Pesquisadores sérios de Universidades muito conhecidas como Ottawa, Cambridge, Sobborne desenvolveram uma teoria que as quadras de Nostradamus se baseavam num fato histórico anterior a sua obra e inspiravam as quadras. O grupo NRG pesquisando com seriedade já detectou mais de cinquenta destes fatos que passou a ser chamado de ponto de partida. Algumas citações de Plutarco, um historiador grego são literais, outras do historiador romano Suetonio, outras do Mirabilis Liber etc.
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Nostradamus Previu a Tragédia?********************
Por Paulo Urban
Publicado na Revista Planeta nº 350 / novembro 2001Dr. Paulo Urban é médico psiquiatra, psicoterapeuta do Encantamento. Há anos vem preparando um Livro sobre Nostradamus, havendo pesquisado in loco no Instituto Histórico e Geográfico de Provence.Tão logo o mundo assistia atônito ao maior atentado terrorista da história, a Internet congestionava-se. Milhões de pessoas tentavam simultaneamente informar-se sobre o ocorrido, calculando perdas, obtendo nomes das vítimas, aguardando pelos pronunciamentos dos governantes. Ao lado desta inquietação imediata, uma outra que permanentemente nos assola, recrudescia: haverá futuro? Como ele será?
Desde os primórdios a humanidade cultua seus oráculos, e pelas mesmas razões que levam cada um de nós a refletir acerca do amanhã. Devido ao padrão crescente de ansiedade do Ocidente, seguimos na expectativa do porvir, cruelmente posto em cheque sempre que tragédias e mortes se avizinham, principalmente quando ocorrem em aterradora escala e de modo imprevisível.
Mais de cinco mil vítimas nas torres do World Trade Center, cinco centenas de bombeiros mortos em ação, cerca de mil feridos e 200 mortos no Pentágono, e 266 passageiros sacrificados por conta de quatro grupos terroristas que decidiram atirar seus respectivos aviões feito mísseis numa queda suicida. Os números e a dimensão da catástrofe falam por si. O terrível fato fez ainda com que hordas em desespero fossem buscar nas Profecias de Nostradamus algo que assinalasse se aquelas explosões transmitidas ao vivo por todas as redes de TV seriam mesmo o estopim para a Terceira Guerra Mundial, em palavras mais honestas, o começo do fim do mundo.
Uma quadra, ainda que escrita em tom vago, mas com aparente especificidade com o ocorrido, logo ganhou os computadores do mundo tão agilmente como os vírus que se multiplicam em correntes:
"Na Cidade de Deus haverá um grande trovão,
dois irmãos caem apartados pelo Caos,
enquanto a fortaleza resiste, o grande líder sucumbe.
A terceira grande guerra começa quando a cidade está em chamas".
Nostradamus -1654.Nos dias seguintes ao atentado, meu endereço eletrônico saturou-se com mensagens de amigos e leitores perguntando-me a respeito deste texto. Antes deles, na própria terça-feira negra, a revista IstoÉ também me entrevistava acerca da quadra que parecia se adequar incrivelmente à tragédia. Com todos fui tácito, tive até de fazer clones de minha resposta: "A quadra é absolutamente espúria! Não, Nostradamus nunca a escreveu. Além disso, a data citada nada tem a ver com o século em que viveu o Profeta, muito menos é numeração padronizada de seus escritos".
Michel de Notredame nasceu em 14 de dezembro de 1503 em Saint-Remy de Provence. Veio a morrer por falência hepática em 2 de julho de 1566 em Salon, na casa hoje transformada em museu, onde escreveu suas Profecias.
Ao deixar em 1531 a Universidade de Montpellier, onde cursara medicina, valendo-se do título de doutor, latinizou seu nome para Nostradamus. De suas várias publicações, nenhuma repercutiu tanto como as Profecias, cujo número de reedições no Ocidente perde apenas para a Bíblia.
Invariavelmente, são interpretadas absurdamente por tantos quantos se aventuram a decifrar seu conteúdo enigmático, onde julgam esteja velado o destino de toda a humanidade vislumbrado por seu autor. As Profecias de Michel de Notredame foram inicialmente publicadas em 1555. Nova edição ampliada surgiu em 1557, e uma terceira, completa, em 1558, acrescida de um Prefácio dedicado ao "invencível e tão poderoso e tão cristão Henrique II rei de França", colocado entre a 7ª e a 8ª Centúrias.
Cada Centúria, o nome já diz, compõe-se de cem quadras. Estas, por sua vez, reúnem quatro versos decassílabos rimados dois a dois. Mas se a pretensão de Michel fosse a poesia, posso dizer que sua produção é tanto medíocre; suas quadras não só estão jogadas a esmo, quase exclusivamente sem pistas que lhes confiram cronologia, como seus versos mostram-se geralmente desconexos mesmo quando tomados em relação a si próprios.
Como o sábio escrevia sempre às madrugadas e declaradamente sob efeito de alucinógenos, seu estilo, ainda que respeite a métrica, mostra-se desregradamente exuberante e fantástico. Deixou-nos dez Centúrias. Mas como a 7ª acha-se incompleta, com 42 quadras, suas Profecias não chegam a mil como muitas fontes, erradamente, anunciam.
Em meu livro
O Que é Tarô (ed. Brasiliense, 1992), ao tratar sobre o funcionamento dos oráculos num capítulo chamado "Cartomancia e Superstições", avaliei o desempenho de Nostradamus: "Seus raros acertos, três ou quatro num universo de quase mil (previsões), já são feitos extraordinários para respeitarmos o profeta.
Contudo, todas as demais quadras falam com pouca clareza de calamidades, guerras, tragédias e episódios do gênero que sempre aconteceram e que continuam acontecendo na história da humanidade. É com certa facilidade que conseguimos ir encaixando todo tipo de acontecimento, à medida que vão ocorrendo, nas quadras do profeta.
Os tradutores e estudiosos do assunto inclusive se contradizem, alguns achando que certa quadra se refere à Revolução Francesa, outros dizendo que a mesma quadra se refere à Revolução Russa e assim por diante. Não bastasse isso, ainda temos de levar em conta que Nostradamus escreveu suas quadras em linguagem ambígua, quando não imprecisa e bastante simbólica, e em francês arcaico, o que dificulta ainda mais sua tradução.
Ou seja, se o índice de acertos daquele que é considerado o maior profeta de todos os tempos é praticamente zero, o que dizer daqueles que se dizem videntes nos dias de hoje e que invadem jornais e televisão afirmando que são capazes de adivinhar o futuro? Se a adivinhação, embora possa ocorrer amiúde e com qualquer um de nós, se trata de um fenômeno espontâneo sobre o qual não temos controle, como pode ser levada a sério a postura de videntes, sensitivos e cartomantes que afirmam serem capazes de acertar sobre eventos futuros? Quem pode ter essa certeza?"
Concordante é o pensamento de Neil Marshall, estudante canadense da Universidade de Brock que, na década de 90 escreveu um trabalho de página e meia intitulado Nostradamus: uma análise crítica, onde figura a famigerada quadra que percorreu em tempo recorde os computadores do mundo.
Fora composta pelo próprio Marshall, para exemplificar o estilo vago e dúbio segundo o qual Nostradamus escrevia. O universitário, explorando seu próprio exemplo, diz: "Analisemos: o que significa Cidade de Deus? Poderia ser Meca, Medina, Roma, Jerusalém, Salt Lake City, ou qualquer lugar sagrado, dependendo de sua religião.
O que quer dizer "grande trovão?". Uma tempestade? Guerra? Terremoto? Inúmeras coisas podem ser descritas como um estrondo. Há ainda inúmeros "dois irmãos" nesse mundo, imagino algo em torno dos bilhões, e a fortaleza resiste a quê? A um cerco, à fome, etc? O que vem a ser Grande Líder? Como ele sucumbirá? Para quê? Deixemos que a Profecia espere por alguns anos. Façamos umas duzentas delas ou mais. Eventualmente, uma delas se aproximará bastante de acontecimentos futuros e a profecia ressurgirá como um acerto fidedigno".
Fácil entender o boato internáutico: algum incauto devorador de sites sobre o Profeta deve ter lido às pressas o texto de Marshall e, equivocando-se, espalhou a quadra pela Rede, esmerando-se ao subscrever: Nostradamus - 1654. Má fé deliberada? Mais parece fenômeno simples de histeria, que se alastrou sobre a comoção e o medo que tomaram conta do mundo.
Tivesse nosso criador de boatos lido as Profecias de Nostradamus, e não o texto de Marshall, encontraria também alguma meia dúzia de exemplos que bem se casariam com o ocorrido. Uma delas seria a quadra VI, 97 (Lê-se: quadra 97 da 6ª Centúria).
"Cinq&quarante degrez ciel bruslera,
Feu appocher de la grand cité neuue
Instant grand flamme esparse sautera,
Quand on voudra des Normans faire preuue"
"A 45o graus o céu queimará,
Fogo aproxima-se da grande cidade nova
Num instante grande chama saltará esparsa
Quando quiserem fazer provar os normandos". Primeiramente deixemos claro: Nostradamus nunca mencionou Nova Iorque, que nem existia em sua época. Podemos tanto associar esta quadra ao atentado como vinculá-la a outros acontecimentos do passado; por exemplo, ao incêndio de Chicago de 1871, ou ainda a devastação pelo fogo da floresta de Peshtigo, ocorrido na mesma noite, que provocou 1200 vítimas, exatamente sobre o paralelo 45.
A propósito, Nova Iorque situa-se a uns 300 km abaixo do paralelo 45; cidades como Chicago, Boston, Minneapolis, Toronto e Montreal estão bem mais próximas da referência geográfica. Particularmente, suspeito que Nostradamus referia-se a Villeneuve sur Lot, cidade do sudoeste francês, cujo nome significa "cidade nova", e cuja latitude confere.
Há ainda Villanova d'Asti na Itália, além de Nápoles, que igualmente caberia, posto que seu nome provém de Neo pólis, mistura de latim com grego a dizer cidade nova. Além disso, várias outras quadras trazem a expressão cidade nova, por exemplo, I, 87 e X, 49. Para os que argumentam que cinc&quarant se traduza por 40,5º, tentando aproximar a latitude de Nova Iorque à da quadra, convém lembrar que no séc. XVI não se usava o sistema decimal, e que a expressão cinc&quarant era a forma comum e arcaica de se dizer 45.
Vejamos ainda a curiosa quadra II, 35:
"Dans deux logis de nuict le feu prendra,
Plusieurs dedans estoffez e rostis:
Pres de deux fleuues pour seul il aduiendra:
Sol l'Arq e Caper tous seront amortis"
"Em duas casas à noite o fogo tomará,
Muitos dentro serão queimados e asfixiados:
Próximo a dois rios, por só isto ocorrerá
Sol, Sagitário e Capricórnio todos em declínio".De fato, as torres do WTC ficavam na confluência do Rio Hudson e East River, mas há um desacerto astrológico quanto à data da tragédia, já que a quadra sugere o solstício de 21 de dezembro. Além disso, já houve intérprete que a associasse ao incêndio de Lyon, em 1600, cidade que também se situa na confluência de dois rios.
Outrossim, esclareçamos, Nostradamus concentra suas Profecias sobre o mundo de sua época. Em seu Prefácio ao Rei Henrique II, explica que suas previsões cobrem "a maior parte das cidades de toda a Europa, compreendendo ainda a África e uma parte da Ásia".
Para a América que acabara de ser descoberta, Nostradamus nunca deu mínima importância. Alguns intérpretes defendem que ao menos ele nos teria dedicado uma solitária quadra, X, 66, tratando-nos por reino de Almerich. Mas Almerich, entendem os exegetas, é inversão de Limerick, cidade irlandesa (o Profeta adorava trocar as letras de certas palavras), relacionada ao texto desta quadra que ainda fala de Londres e da Escócia.
Dentre os intérpretes mais popularizados de Nostradamus encontram-se o francês Jean-Charles de Fontbrune, autor do clássico Nostradamus, historiador e profeta (Círculo do Livro), e a inglesa Erika Cheetham que alcançou, com
As Profecias de Nostradamus, dezenas de edições pela editora Nova Fronteira.
Anos após sua publicação, Erika precisou alterar muitas de suas primeiras previsões, visto que quebrou a cara em todas elas, e relançou seu livro sob o título
As Novas Profecias de Nostradamus, onde mantém sua linha sensacionalista que já lhe rendeu certa fortuna apesar dos novos constrangimentos causados por seus novos erros que substituíram os antigos. Sua cara de pau chega ao requinte de publicar em edição bilíngüe, ao lado do texto francês das Centúrias, traduções estapafúrdias, repletas de termos enxertados por ela.
A autora assume sua ignorância, diz que só ao matricular-se num curso de provençal em Oxford foi que ouviu pela primeira vez na vida falar de Nostradamus. Dali a poucos anos, sem maior aprofundamento, traduzia e modificava os textos originais para lançar sua obra.
Como tem fixação pela América, deixou-se impressionar demasiado pelos fatos de sua juventude, e teima em ligar as quadras às desgraças da família Kennedy, e abusa ao relacioná-las aos E.U.A. Comete impropriedades históricas de toda monta e vê nas Profecias várias referências à Terceira Guerra Mundial.
Mas devo deixar claro, Nostradamus nunca previu a Primeira nem a Segunda Grande Guerra, quanto menos a Terceira! Intérpretes que alardeiam isso não conhecem as Profecias, ou as maquiam conforme seus interesses, como fizeram Cheetham e Fontbrune, só para citar dois exemplos. Fontbrune, a propósito, revela-nos um caráter paranóide.
Seguindo os passos de seu pai, repetiu as bobagens que aprendeu com ele a respeito de Nostradamus e as engordou com as suas. Sempre que criticado, limitava-se a dizer que os perseguiam só porque tinham coragem (?) para dizer as verdades sobre a humanidade.
Curiosamente, publicou a carta de Nostradamus a seu filho César, que abre a primeira edição das Profecias de 1555, também o prefácio ao Rei Henrique II, de 1558, mas, ao traduzi-los para o francês moderno modificou inúmeras passagens valendo-se de termos como comunismo, Segunda Grande Guerra, etc, os quais Nostradamus nunca escreveu.
Infelizmente, foi sobre a obra de Cheetham que Orson Welles se baseou para produzir seu filme
O Homem que viu o Amanhã (Warner, 1980), no qual procurou destacar o então emergente conflito entre os E.U.A. e os países do Oriente Médio, propondo que dentre os árabes surgiria o anticristo. O documentário é fascinante e assustador.
Mas o gênio de Orson Welles apenas se aprimorara ao repetir em seu filme aquele mesmo clima de tensão alcançado por sua transmissão radiofônica inspirada na obra de ficção
A Guerra dos Mundos de H.G. Wells, transmitida para todo o seu país na noite de 30 de outubro de 1938. Na ocasião, narrou tão realisticamente a invasão da Terra pelos terríveis marcianos, que multidões saíram às ruas desesperadas em clima de violenta histeria. Parecia o fim do mundo!
A propósito, Nostradamus nunca nos falou sobre dele; em sua Carta ao filho César apenas diz que "seus vaticínios são perpétuos de sua data até o ano de 3797". Mas sua contagem do tempo estava particularmente baseada em cálculos bíblicos próprios que ainda são motivo de muitas divergências.
Mas voltemos à cena do atentado cujo horror pouco importa ter sido ou não previsto por Nostradamus. Reflitamos um pouco mais profundamente sobre seu duro significado. Se por um lado nada há que justifique o hediondo, por outro não consigo deixar de estabelecer um paralelo entre as desabadas torres gêmeas do Centro Mundial do Comércio, nas quais uma centena de línguas diferentes discutiam relações internacionais de compra e venda, e a Torre de Babel, ícone da prepotência humana em sua teimosia estúpida de sobrepor-se a Deus.
Como nos furtar de apontar a prepotência norte-americana que se recusa a assinar seu antigo compromisso com o Protocolo de Kyoto, que se nega a diminuir sua excessiva emissão de gás carbônico alegando que a indústria americana não deva ser prejudicada, e que levianamente se retirou da Conferência de Durban sobre o racismo não aceitando discutir o sionismo e a política protecionista dedicada a Israel?
Outra cruel coincidência: a data do atentado. Onze de setembro é aniversário do golpe militar fomentado pelos Estados Unidos no Chile, que levou o ditador Augusto Pinochet, ora demenciado, a instaurar um dos mais sangrentos regimes ditatoriais da história, mero exemplo do que a política norte-americana proporcionou a todos os demais países da América sob o pretexto de extirpar daqui o comunismo.
Comparemos ainda a assustadora cifra de americanos mortos no atentado ao WTC e ao Pentágono com as centenas de milhares de vítimas mundo afora, causadas por guerras criadas ou patrocinadas pelos Estados Unidos, seja na América Central, na Indonésia, no Oriente Médio, no Vietnã, ou em Kosovo, apenas para citarmos alguns poucos exemplos.
Não nos esqueçamos ainda que o principal acusado pelos atentados é o saudita Osama Bin Laden, prata da casa criada pelos E.U.A. que lhe financiaram a resistência e os meios para libertar o Afeganistão da dominação soviética na guerra de 1979 a 1988 que, por sua vez, gerou outros milhares de mortos.
Neste momento em que o Pentágono, símbolo máximo da invulnerabilidade norte-americana, está reduzido a um simples quadrado ou triângulo estourado devido às suas áreas destruídas e interditadas, e depois das Torres de Babel da opulência humana caírem pela segunda vez diante dos olhos pasmos de todo o mundo, resta somente a sensação de que a humanidade ainda não aprendeu suas lições. É hora do mundo reavaliar o seu caminho, a começar pela terra de Bush.
Mas se Nostradamus nunca previu Terceira Guerra Mundial alguma, Einstein, outro sábio, bem soube opinar sobre sua realidade e nosso presente, e avaliou que não saberia dizer como seria uma Terceira Grande Guerra, mas, certamente, uma quarta se travaria novamente a paus e pedras. De nada adianta procurar em Nostradamus a descrição oculta de nossas desgraças, elas estão à flor da pele, e é melhor buscar urgentemente dentro da alma a solução para os impasses!
Paulo Urban é médico psiquiatra, psicoterapeuta do Encantamento e acupunturista, Há anos vem preparando um Livro sobre Nostradamus, havendo pesquisado in loco no Instituto Histórico e Geográfico de Provence.Antes de continuarmos: por quê algumas profecias de Nostradamus são tão obscuras?Nostradamus explica que isso foi feito para evitar a perseguição da Inquisição. Ele também demonstrou suas razões do porquê as quadras não estão em ordem cronológica.
Nostradamus left his predictions in the form of several letters, almost 1000 4-line verses called quatrains (the Centuries), and a collection of 6-line verses called sixains. The prophesies are not sequential by date. Some interesting coincidences have been observed between the quatrain number (in the Centuries) and the last two digits of the year of the corresponding event, but this is not uniformly true.
Nostradamus almost always concealed his meanings in anagrams, symbolism, and mythological allusions, and to top it all off Nostradamus wrote primarily in "early Modern French," with a mixture of archaic words mostly derived from Latin and Greek. Confusing huh? He also incorporates words from the "Languedoc" or Provencal dialect of southern France. That is why so many of his prophecies are left wide open to interpretation.
To put it in simple terms, he combined 3 languages, mixed it all together with symbolism and cryptic messages, and then put them into 4-line "verses" or "quatrains." Sort of like prophectic poetry I guess.
Outra possível explicação sobre a obscuridade das quadras tem a ver com o dinamismo das visões de Nostradamus. Suas visões parecem adentrar milhares de anos. Foi provavelmente difícil para ele interpretar a tecnologia dos séculos 20 e 21, considerando-se que ele vivia no século 16, na França. Ele simplesmente utilizou seu vocabulário. E também, é possível que uma simples quadra pode se referir a vários eventos.
The incorporation of 'links' to several different events would further increase the obscurity of a quatrain. I would also like to point out from my studies:
-use of language that was, even when written, archaic and chaotic
-use of anagrams and unknown names (symbolism) locations and objects
-use of astrological or mythological references (references to planetary alignments and other phenomena).
-nonstandard word order, and sentence structure that seemingly doesn't flow
Morte de Henry II & Outras Previsões bem DocumentadasO leão jovem sobrepuja o velho
no torneio, numa justa a dois.
Perfura-lhe os olhos através da grade de ouro
no terceiro embate. Ele sofrerá morte penosa. (Centúria 1, Quadra 35)
This quatrain foretelling the death of King Henry II of France in a jousting accident is one of the most famous, predocumented, and perhaps one of the most studied.
In June 1559, Henry II ignored all warnings that Nostradamus gave him and participated in a jousting tournament against the Comte de Montgomery. Both men used shields embossed with lions. Montgomery was six years younger than Henry. A tournament is a field of ritual single combat.
During the final bout, Montgomery failed to lower his lance in time. It shattered, sending a large splinter through the king's gilded visor (golden cage). Along with minor punctures in the face and throat, there were two mortal wounds. One splinter destroyed the king's eye; the other impaled his temple just behind the eye. Both penetrated his brain. Henry lingered for ten agonizing days before dying a cruel death. Coincidence?
O Grande Incêndio de Londres, de 1666O sangue do justo será exigido de Londres,
queimado pelo fogo no ano 66.
A senhora anciã cairá do alto.
E muitos da mesma seita serão mortos. (Centúria 2, Quadra 51)
O Grande Incêndio destruiu Londres em 1666. Essa é uma das raras profecias em que uma data é fornecida. Even many skeptics look at this one and realise it's accuracy. O fogo sozinho queimou quase 3/4 de Londres.
A Revolução FrancesaSongs, chants, and refrains of the slavish mob,
Whilst the Princes and King are captive in prison,
Shall be received in the future as oracles divine
By headless idiots deprived of judgment.
The husband, alone afflicted, will be mitered;
Conflict will take place at the tile works by 500.
One betrayer will be titled. In this quatrain, Nostradamus writes of a place he could not have even known of.. The Twilleries was the palace of King Louis. But this palace did not even exist in Nostradamus' day. In 1791 a gang of angry Frenchmen calling themselves the Marsi'es, meaning 500, attacked King Louis' palace.
By night he will come to the forest of Reines,
A devious rout, the white Queen of stone
And the gray King, to Varennes. Scholars suggest this quatrain refers to the flight of King Louis and his Queen Marie Antoinette. Taking the odd and out of way route through the Forest of Reines, the king was dressed in a gray cloak posing as a monk. The two royals attempted their escape by carriage to Varennes.
The government taken over, will convict the king.
A new king invites guests to a wedding,
but others plot the lady's death,
as well as that of his mistress. The people of France did convict King Louis and sentenced him to death. The Queen was tried by a jury chosen by lot and was also sentenced to death along with the King's mistress. The royals were taken to a square in Paris and beheaded at the guillotine.
Os três Anti-CristosThroughout Nostradamus' quatrains he speaks of three powerful and tyrannical leaders that he calls anti-Christs. He said they would lead their people through reigns of terror after first seducing them with promises of greatness. Napoleon is thought to have been the first of these anti-Christs. Of Napoleon's rise to power and years as Emperor Nostradamus wrote:
Um imperador nascerá perto da Itália.
Custará muito caro ao império;
Dirão que espécie de gente que o cerca
É menos príncipe que carniceiro.- Nascimento de Napoleão Bonaparte, em 1769 - quadra 60, I Centúria.
Napoleon, who was considered a butcher even by his supporters, certainly cost the Empire dearly in both manpower and political strength.
From a simple soldier he will rise to the empire,
From the short robe he will attain the long.
Great swarms of bees shall arise.After becoming Emperor, Napoleon adopted the beehive as his imperial crest. He was born near Italy on the island of Corsica, a most unlikely place for a ruler of France to come from. Some scholars say that Nostradamus was referring to Napoleon's destruction of Moscow when he wrote:
A great troop shall come through Russia.
The destroyer shall ruin a city.Napoleon's forces attatcked too far into the country, and got trapped in the Russian winter. The following verse resembles what could have been Napoleon's retreat across the icy part of Russia.
The rear guard will make defense.
The exhausted ones will die in the white territory.Nostradamus fez outras previsões sobre o destino de Napoleão:
O grande império será logo trocado
por um local pequeno que logo crescerá
Um pequeno local de área minúscula,
No meio do qual virá pousar no chão seu cetro.
The captive prince, conquered, is sent to Elba;
He will sail across the Gulf of Genoa to Marseilles.
By a great effort of the foreign forces he is overcome,
Though he escaped the fire, his bees yield blood by the barrel.Napoleon was exiled to the small island of Elba but escaped for 100 days. After a defeat at Waterloo he relinquished all power for exile on tiny St. Helena.
The second anti-Christ Nostradamus wrote about was "a man stained with murder...the great enemy of the human race...one who was worse than any who had gone before...bloody and inhuman." Experts are in agreement that the sixteenth century prophet was referring to Adolf Hitler.
Da parte mais profunda da Europa Ocidental
Uma criancinha nascerá de pessoas pobres:
Que, por sua fala, seduzirá a multidão,
Sua reputação aumentará no reino do Oriente.
Adolf Hitler, born in Austria of poor parents, with his knowledge of mob psychology and powers of speech, was successful in seducing many people , even in the Eastern Empire of Japan. In some quatrains Nostradamus refers to Hitler as the child or sometimes captain of Germany. Here are two examples:
He shall come to tyrannize the land.
He shall raise up a hatred that had long been dormant.
The child of Germany observes no law.
Cries, and tears, fire, blood, and battle.
A captain of Germany shall come to yield himself by false hope,
So that his revolt shall cause great bloodshed.
All of these images certainly describe Adolf Hitler. After seducing his people, Hitler ignored all treaties and began a massive invasion of Europe. In the following verse, some experts say that Nostradamus actually referred to Hitler by name but missed by one letter. (A side note : "Hister" is the ancient name for the river Danube also.)
Beasts wild with hunger will cross the rivers
The greater part of the battlefield will be against Hister.Finally, Nostradamus sums up Hitler's life and even predicts the fact that his death in Berlin in 1945 would never be confirmed:
Near the Rhine from the Austrian mountains
Will be born a great man of the people, come too late.
A man who will defend Poland and Hungary
And whose fate will never be certain.O terceiro e último Anti-CristoAccording to Nostradamus, the first two anti-Christs were extremely evil, and history has shown this to be so; however, Nostradamus speaks of a third anti-Christ who is more hideous than all the others combined. Some have said Sadaam Hussein, the dictator from Iraq (proved false now), or even Osama Bin Laden. Could he be this evil tyrant? Others say that he has not yet appeared. What does Nostradamus say about this third anti-Christ? First, Nostradamus tells us he will come from the Middle East.
Out of the country of Greater Arabia Shall be born a strong master of Mohammed,
He will enter Europe wearing a blue turban.
He will be the terror of mankind.
Never more horror.Here, Nostradamus says that a man from Greater Arabia will lead his forces on an invasion through Europe. This invasion will start a third world war that will be far worse than all the other wars put together. When will all this take place? In one quatrain Nostradamus gives us an exact date in which the war will be well under way.
No ano mil novecentos noventa e nove e sete meses
Do céu virá o grande Rei do Terror:
Ele trará de volta o grande Rei de Angolmois;
Antes e depois Marte reinará com felicidade.- Impressionante pela precisão na data, cabe aqui uma explicação sobre as datações de Nostradamus. O profeta utilizava o calendário cósmico, que é diferente do calendário cristão/gregoriano. Há uma diferença de doze anos. O erro ocorreu na fixação da data do nascimento de Jesus. Nostradamus era um astrônomo excepcional.
Portanto, a data prevista está correta, e será em 2011. o grande rei do terror vindo do céu designa provavelmente um corpo celeste ou cometa. O grande Rei de Angoulmois é um anagrama para mongóis, o que confirma a hipótese de que o anticristo vem do Oriente. O corpo celeste descrito por Nostradamus estará visível para os astrônomos bem antes desta data, provavelmente a partir de 2002.Nostradamus predicts the war will begin shortly before the year 1999. It doesn't make much sense to this author, but many are now saying that the 'war' was set 'in motion' in 1999, and now after Septemeber 11th these things are going to come true... as we are now 'at war with terror.' Interpret it how you will. He also tells us how long the war will last.
The war will last seven and twenty years. (so 27 years)Nostradamus says that the war will be so terrible that the world will come face to face with final annihilation. Here, he implies that the war might involve some kind of horrible weapon, possibly nuclear. Nostradamus tells what the first target will be.
Perto do paralelo 45 o céu arderá em chamas.
O fogo se aproxima da grande cidade nova.In this phrase, Nostradamus refers to a great city in the new world of America near forty-five degrees latitude. Experts agree this could only be New York. I know many of you are thinking of other websites that claim this means he predicted September 11th. Again, interpret it how you will. The sky did burn at 45 degrees, but New York was not destroyed, nor was it a nuclear attack.
By fire he will destroy their city,
A cold and cruel heart,
Blood will pour,
Mercy to none.Although Nostradamus 's predictions for our future sound frightening, the accuracy and dates he gave do not seem to flow. Are they being misinterpreted, or are they just plain wrong? Is the New City at 45 degrees yet to be destroyed? He does give us some hope by telling us how this third world war will end. He says it will end as a result of an unexpected alliance.
When those of the Northern Pole are united,
In the East will be great fear and dread...
One day the two great leaders will be friends;
Their great powers will be seen to grow.
The New Land will be at the height of its power:
To the man of blood the number is reported.Again, the new land was a common term used by Nostradamus to refer to what we now call America. The countries of the northern pole could be Russia and the United States. We have recently seen the breakdown of Communism in Russia and an increasing friendship between Russia and the U.S. Perhaps the two countries will work together against the source of evil.
O Fim do MundoOf course, not only have the "experts" on the prophets not always been correct - the seers themselves have not always been quite so accurate in their forecasts. Although people keep claiming that "it's the world will end" they often ignore other prophecies he wrote. Nostradamus NEVER said the world would end in 1666, 1999, 2012, 2096, or any of those years. In fact, he was quite clear we would survive through all of these other conflicts, and if we took it upon ourselves, we could change / prevent what was indeed going to happen.
Time will tell if the Iraq conflict or, indeed, the World Trade Center attack had put the spark to a bigger barrel. As for the end of the world... Nostradamus predicted it to be the year 3786 or 3797, depending on which Nostradamus expert you believe.
ConclusionSo, some of the historical events may have Nostradamus predicted were the war with Napoleon, the American Revolution, the Civil War, the rise and the fall of Hitler, events in the British monarchy such as the abdication of Edward VIII, and the assassinations of Lincoln and John and Robert Kennedy. He also predicted three reigns of terror by persons he named as ?antichrists?.
What Nostradamus did prophesy was that a great war would come sometime during the last five years of the 20th century, presaged by famine, drought and a series of other natural disasters. This war will last close to 30 years, after which there will be one thousand years of peace, or a new golden age. Nostradamus quatrains did not go beyond 3786 or 3797. According to a letter written to one of his sons, the seer claimed this is the year the world will end.
Michel de Nostradamus, gifted French physician and prophet, made and recorded over one thousand predictions during his lifetime. Of those, some say over half have come true. As the new millennium begins his published collections of quatrains have become more popular than ever as people look for answers and direction.
What does the future hold? Was Nostradamus a whack-job or a true prophet? That is for you to decide.***********************************************
CENTÚRIAS, QUADRAS E OUTRAS INFORMAÇÕES***********************************************
Acessem:
http://br.geocities.com/vagner2/profecias/cent1.html